domingo, 25 de outubro de 2009

Dezoito dias...

Hoje fazem dezoito dias que meu irmão, meu amado irmão Guilherme faleceu. Tantas coisas já me passaram pela cabeça neste tempo... às vezes parece que foi ontem, às vezes parece uma eternidade... À minha memória sempre vêm os angustiantes momentos em que meu pai me deu a mais terrível de todas as notícias... Perdemos nosso Gui... Perdemos nosso Gui...

Nesse dia infeliz, eu acho que aprendi um pouco do significado da palavra "desespero". A morte não dá esperanças... a morte é dura, implacável... irrevogável, em nossos sentidos... Simplesmente des-espero...

Eu nunca poderia imaginar quão grande seria a dor. Nunca poderia imaginar o vazio que ficaria. Nunca poderia imaginar tão grande angústia, tão grande aperto no peito. Nem eu sabia o quanto eu o amava. E muito me dói não saber se ele sabia.

Todas as noites, sonho que acordo de um pesadelo, como se fosse simples assim. Todas as noites pesadelos... nenhum deles muito pior do que a realidade para mim nestes últimos dias. Eu queria poder tê-lo abraçado mais uma única vez. Queria tê-lo dito o quanto o amo. Queria que ele soubesse disso, prá sempre. Queria ter aproveitado melhor, muito melhor, cada minuto. Queria ter dado muito mais atenção. Queria ter me preocupado muito mais. Queria ter ligado mais, nem que fosse só prá falar bobeiras.

Hoje, o máximo que posso fazer é visitá-lo em um cemitério e tentar cuidar dele agora como eu gostaria de ter cuidado dele antes. Mas sei que ele não está lá realmente. Sei que, prá ele, há só esperança. Sei que os planos dele agora são outros. Na verdade ainda não consigo pensar assim, mas tenho que pensar... tenho que tentar...

Prá mim resta somente sentir esse vazio infinito. Talvez um dia eu consiga realmente aceitar e, pelo menos, conviver com isso. Mas ainda não dá.

Mas a vida se renova. E talvez a nova vida que já está chegando consiga me dar novamente esperança...

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