segunda-feira, 30 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Meu irmão, meu irmão...

Quanta coisa faltou ser dita, não? Relacionamentos tem dessas coisas, nem tudo é dito ou fica explícito. Nos damos sempre o benefício da dúvida e é sempre muito difícil definirmos a nós mesmos.

Tem sido difícil não pensar em você cada vez em que coloco a cabeça no meu travesseiro. O dia me dá a agitação necessária para eu caminhar. A noite me dá o silêncio que me permite lembrá-lo. As perguntas já se perderam. Eu nem mais as faço. Já me conformei com a ausência de respostas. E nenhuma resposta será satisfatória. Fico somente a aguardar que venha o consolo.

Mas tenho que te dizer que algumas das minhas mais plenas convicções foram simplesmente ao chão. Ruínas ou feridas expostas?, não sei. Depois da oração a chuva não cessa. E na manhã seguinte não há o que sorrir. E assim continua...

Sempre foi muito fácil acreditar em tudo que acreditei. Sempre é fácil ser pragmático com a dor, até sentí-la de fato. E se há algo que verdadeiramente aprendi/reconheci neste último mês é que tudo que vivi até então era "brincadeira de criança". Todos os tropeços, erros e feridas não passaram de "arranhões nos joelhos". Nada sério. Nada de mais. A vida é difícil demais até que ela seja verdadeiramente difícil.

E acreditar, adorar e louvar a Deus sempre foi fácil, muito fácil. Sempre foi fácil me entregar "sinceramente" a Ele. Mas não podemos ser sinceros até que realmente estejamos entregues, rendidos, com o coração destruído. E até que percebamos que não existe solução mágica, que nem tudo coopera para o nosso bem... estar. Que a tempestade continua. E que se quisermos louvá-lo, teremos que fazê-lo cercados por ela.

Ainda espero pelas minhas respostas, mas não sei se elas virão um dia... não sei mais...