quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Amor, ação e sentimento...

Amor é sentimento? Amor é ação?

Se amor é sentimento, o que é sentimento? O que e como é sentir "amor"?

Prá mim é muito engraçada esta palavra "sentimento". É uma palavra estranha porque deriva do verbo sentir, mais especificamente sentimento nada mais é do que a "capacidade para sentir" (segundo Melhoramentos). Sentir é perceber por meio de um dos sentidos, é experimentar uma sensação. E como é experimentar a sensação do amor, ou melhor, seria o amor uma sensação a ser experimentada?

Amor como uma sensação parece algo estranho, pois uma sensação é algo momentâneo, algo que vem e que passa rapidamente. Já o amor, segundo a opinião global é algo duradouro, senão eterno. Mas como pode uma sensação e um sentimento serem tão duradouros ou mesmo eternos?

Existem outros sentimentos que parecem se adequar ao conceito de sensação, como a saudade. A saudade é aquela sensação de que falta alguma coisa quando uma pessoa não está por perto. Ou então o sentimento de raiva, que é aquela sensação de que um murro na cara de uma pessoa deixaria você muito feliz. E existe, claro, o sentimento de paixão, que é aquela sensação de que aquela pessoa resolveria todos os problemas da sua vida. Sensação de alegria, tristeza, dor, desejo...

Mas e o amor? É uma sensação de que? Será que é possível definir qual é a sensação que uma pessoa tem quando ama? Se todos amam, porque ninguém consegue descrever qual é esta sensação?

É, realmente o amor é um grande mistério prá mim. Talvez o amor não seja um sentimento, mas um conjunto de sentimentos e sensações. Mas será que podemos restringir esse amor a sensações? Será que algo que dura tanto tempo é simplesmente causado por uma seqüência encadeada de sensações que não conseguimos descrever por tão complexas que são? Será que Hollywood está certo e amor é nada mais que um sentimento?

E, o mais intrigante prá mim é que, se amor é um sentimento ou um conjunto de sensações, por que o Deus de Amor (que deve ser quem mais conhece de amor no Universo) nos daria uma ordem, no imperativo: "Ame"?

Não seria então amor uma ação, na verdade a ação de amar? Agir significa realizar algo, executar, na prática. A ação está relacionada a atividade, energia, movimento. O que seria esta ação de amar? Seria mandar flores, dar um telefonema, sorrir, dar um abraço, um beijo, transar?

Mas mais complicado ficou agora. Não seria o sentimento amor que me faz agir, ou seja, amar? Ou será que o agir, ou seja, amar é que me traz todas as sensações do amor? Será que podemos restringir o amor às sensações, às ações ou mesmo a ambos?

Talvez esta seja uma possibilidade de abstrairmos o conceito que Albert Einstein nos trouxe à física. Para Einstein, um elétron é uma partícula e energia ao mesmo tempo. Será que o amor não tem essa dúbia característica? Sensação e ação. Sensação que causa ação. Ação que manifesta novas sensações.

Talvez seja isso. Um ciclo vicioso e virtuoso. Sensações causando ações e ações que causam sensações. Um ciclo que garante que o amor dure. Dessa forma, acredite, o amor depende sim de você. Só você pode interromper este ciclo ou então renová-lo com um empurrãozinho.

E como diria um grande pensador que conheço: "O amor só acaba por pouco amar" (Fábio L. Santos).

2 comentários:

Tulio Cortella Pereira disse...

Olá amigo!

Tanto tempo fazia que não visitava seu blog! Gostei muito do que escreveu!
Não tenho dúvidas de que suas inquietações são as mesmas que as de todos aqueles que se propõem a refletir sobre o amor e sobre o amar!
Penso e sinto o amor deste jeito... impossível separar mente, emoções e ações! São, e foram feitas para ser, interligadas!

Escreva mais quando puder!
Abraço!
Túlio Cortella Pereira.

Unknown disse...

O duro é quando você descobre que não amou suficiente e que nem sempre há tempo para amar mais...